Consumo Colaborativo – “Uma linha embaçada entre o que é meu, seu e nosso”
fev 15

Não se fazem mais consumidores como antigamente, isso é um fato. Já foi muito falado como a internet, e as redes sociais, deram voz ao usuário, mudando a relação entre empresas e consumidor. Mas, e a relação do consumidor e o produto? O que mudou, e tem mudado, com as redes socias?
Olhando para a “onda do momento” no Brasil, as Compras Coletivas (em sites como Peixe Urbano e Groupon), dá para notar que a websfera não se limita a copiar e colar os modelos offline de compra e venda.
A grande sacada da chamada “Web 2.0” foi exatamente perceber que a internet é uma plataforma onde pessoas que compartilham dos mesmos interesses, mas provavelmente nunca teriam a oportunidade de se encontrar no mundo real, podem se cruzar e a partir desse encontro podem surgir parcerias inusitadas.
É a partir dessa lógica que esses sites de compra coletiva acharam o seu mercado. Juntando o interesse das pessoas em descontos, esses sites vêm movimentando um número excepcional de usuários a formar uma “parceria momentânea” em busca de um desconto. Afinal, “Por que gastar mais comprando sozinho quando eu posso economizar comprando em grupo?”
No entanto, já existem aqueles que estão começando a mudar essa pergunta. A nova tendência é defender o Consumo Colaborativo, um fenômeno que vem crescendo dentro da rede. Os internautas acessam produtos e serviços sem a necessidade da compra. Uma ideia que nasceu da pergunta “Por que comprar, se eu posso alugar?” e tem inspirado inúmeros novos projetos de comércio online, principalmente no exterior.
O Consumo Colaborativo “refere-se à expansão das práticas de compartilhamento, troca, empréstimo, intercâmbio, aluguel e doação, reinventados por meio da tecnologia de rede em uma escala e de uma maneira sem precedentes” (retirado do site do projeto Collaborative Consuption)
Os 3 pilares desse novo conceito são:
1 – Confiança entre Estranhos.
Uma pessoa no Canadá possui um DVD de um show da Madonna que já viu, enquanto alguém da Austrália gostaria de se desfazer de sua edição do livro Orgulho e Preconceito que está mofando em sua prateleira. Sites como Swap.com permitem que seus usuários troquem DVDs, livros etc com pessoas ao redor do mundo. Tudo isso baseado na confiança na reputação online dos usuários.
O mesmo vale para empresas e marcas dentro da rede. É preciso saber a maneira adequada de se portar dentro de cada ambiente virtual, e para isso é vital analisar o que os consumidores já estão falando sobre o seu produto nas redes sociais.
2 – Aceso em vez de Posse.
A geração Y não quer comprar CDs, quer a música que o CD possui. Como a pesquisadora e criadora do conceito de Consumo Colaborativo, Rachel Botsman, fala em uma palestra no TEDx Sidney: “Eu não quero coisas, eu quero as necessidades ou experiências que elas proporcionam.”
Quando uma empresa cria um perfil no Facebook, por exemplo, esse é apenas o primeiro passo para proporcionar algum tipo de experiência de relacionamento com o cliente. Criar conteúdos exclusivos, sempre buscando a inovação, é essencial para atrair um público fiel para a sua página.
3 – Experiência x Acúmulo.
A crescente preocupação com o meio ambiente tem influenciado jovens a repensar a ideia de que quantidade reflete superioridade. Mais importante que os seus bens materiais é a sua reputação (de novo).
Para manter uma reputação positiva dentro das redes, é preciso entender o comportamento e tendências do consumidor.
Para entender melhor o crescimento do Consumo Colaborativo (que ainda vai dar muito o que falar) assista a palestra da pesquisadora Rachel Botsman:



mai 11 at 23:23
Estou pesquisando sobre consumo colaborativo devido à sugestão de uma das leitoras do meu blog que me sugeriu lançar mão dessa estratégia como uma das formas de implementar o meu projeto de ficar um ano sem comprar ítens que não sejam de primeira necessidade. Meu blog é um relato dessa experiência, dos desafios, das reflexões e da minha mudançca de postura na hora de consumir.